Total de visualizações de página

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ZIKA E CHIKUNGUNYA

O Zika vírus foi identificado pela primeira vez há quase 70 anos, em 1947.  Foi verificado em macacos, na África, em Uganda, de acordo com a OMS. 
Em humanos, foi identificado  em 1952. Sempre transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Desde aquela época, o dengue já nos acometia. Até se dizia que quem tinha a doença ficava dengoso. Ninguém morria. Apenas passava uma semana de dengo e preguiça em casa como fez minha mulher nas duas vezes em que pegou a dengue.
Eu pergunto: por que somente agora o talentoso mosquito transmissor decidiu transmitir também o zika e o chikungunya?
Em 1999, quando era Ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso, José Serra demitiu quase seis mil mata-mosquitos no Rio de Janeiro. Seis mil pessoas que se viram desempregadas da noite para o dia. Muitas ficaram na miséria. Houve 33 casos de suicídio entre elas.
Será que o fato teve algo a ver com o desenvolvimento, a criatividade e o talento do mosquito?
Preciso saber. Alguém, por favor, me informe.
Enquanto isso, um médico nos EEUU sugeriu a possibilidade do Zika ser transmitido na relação sexual.  Logo O Dia, hoje, aterroriza afirmando que  “EUA confirmam contágio do Zika em relação sexual”.
Quanto à torcida contra as Olimpíadas, é preciso esclarecer aos vira-latas que a incidência do Aedes aegypti diminui no período seco e baixa drasticamente até junho. Com isso, a transmissão do vírus pelo mosquito não será mais uma preocupação durante as competições que ocorrerão agosto.

Um comentário:

LACERDA disse...

E vão surgindo as respostas a minha questão. Segundo o The Guardian:
“O Zika vírus pode ser um mosquito geneticamente modificado pela empresa britânica Oxitec, empresa pioneira no controle de insetos transmissores de doenças e causadores de danos nas culturas agrícolas.
Em meados de 2012, a empresa de biotecnologia britânica Oxitec lançou mosquitos geneticamente modificados, a fim de reduzir a população de mosquitos da dengue, Chikungunya e Zika vírus, em cidades do nordeste do Brasil.
Os críticos à ação da empresa afirmam que a área onde os mosquitos geneticamente modificados foram liberados em 2012 para controlar a epidemia de dengue é justamente o local onde a propagação do vírus começou. Na época os grandes veículos de comunicação elogiaram a liberação de mosquitos geneticamente modificados na região que hoje apresenta os maiores índices epidemiológicos do mundo.
Os primeiros casos humanos de Zika foram documentados no Brasil em maio passado, mas hoje estima-se que 1,5 milhões de pessoas estariam infectadas.
Os críticos da Oxitec apontam que a área onde os mosquitos geneticamente modificados (MMG) foram liberados é o mesmo onde a propagação do vírus começou.
O programa da Oxitec GM foi lançado utilizando unicamente mosquitos machos da subespécie Aedes aegypti, conhecidos como portadores da dengue e zika para que, ao cruzar com a fêmea portadora do vírus, gerasse descendentes que morreriam antes de atingir a idade de reprodução.
No momento em que os olhos da comunidade internacional estão voltados para a Oxitec, a chamada grande imprensa procura desviar a atenção de todos para uma fazenda em Uganda onde teria surgido o zika vírus. É a prática nociva da imprensa venal.”